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Ciro Gomes, que antes da eleição presidencial vivia de amores com o PT e com Lula, agora ataca os antigos aliados com unhas e dentes. Sua ira e seu oportunismo o levaram ao ponto de, finalmente, assumir de forma incisiva - sem eufemismos e sem rodeios - que foi "miseravelmente traído" pelo ex-presidente Lula e seus "asseclas", que não pretende mais fazer campanha para o PT e, nas palavras dele, que "O Lula sabia [do esquema do Petrolão] porque eu disse a ele que, na Transpetro, Sérgio Machado estava roubando para Renan Calheiros. O Lula se corrompeu por isso, porque hoje está cercado de bajulador, com todo tipo de condescendências".

Dessa forma, em uma só entrevista, Ciro acabou por delatar Lula e Renan Calheiros, duas grandes raposas da velha política brasileira. Porém, se por um lado o pedetista se esforçou para terminar de fechar o caixão do PT - trabalho que já tinha sido iniciado pelo seu irmão, Cid Gomes -, por outro voltou a atacar o juiz Sérgio Moro, na noite de ontem, 31/10, ao declarar que "ele não é juiz, ele é político".

Evidentemente, Ciro Gomes tem, com essas declarações polêmicas, dois objetivos: ser o novo expoente da esquerda e da oposição ao governo, ocupando o vazio de poder que será deixado com a queda do lulopetismo; e se manter sempre à vista, para não cair no ostracismo.
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