A CASA CAIU: Lava-Jato prende ex-marqueteiro do PT e cunhada de João Vaccari Neto - Jornal Brasil 316

A CASA CAIU: Lava-Jato prende ex-marqueteiro do PT e cunhada de João Vaccari Neto

sexta-feira, 23 de novembro de 2018


A Polícia Federal (PF ) cumpre, nesta sexta-feira, 22 mandados de prisão na 56ª fase da Operação Lava-Jato . Apelidada de “Sem Fundos”, a investigação apura supostos crimes de corrupção na construção da Torre Pituba, a sede da Petrobras em Salvador (BA), feita em parceria com a Petros , fundo de pensão dos funcionários da estatal. Segundo a PF, as construtoras OAS e Odebrecht , responsáveis pela obra, distribuíram R$ 68,3 milhões em propinas entre 2009 e 2016.

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Entre os presos na operação desta sexta-feira estão o marqueteiro Valdemir Garreta, que trabalhou para o PT, e Marice Correa de Lima, cunhada do ex-tesoureiro do partido, João Vaccari Neto. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra o ex-presidente da Petros e dos Correios, Wagner Pinheiro Oliveira, e o empresário da OAS Mario Cesar Suarez.


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Em abril de 2015, Marice chegou a ficar uma semana presa, a pedido do Minitério Público Federal (MPF). Ela fora acusada de ocultar valores ilícitos para sua irmã, Giselda, mulher de Vaccari. Mas, segundo a defesa, a mulher que aparecia nas imagens que o MPF apontou como prova do crime era a própria Giselda. Isso fez com que Marice foi liberada pelo juiz Sergio Moro.

Já Garreta é ligado ao PT desde o início da década de 2000. Ele foi secretário de Comunicação na gestão da ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, em 2001, e atuou na comunicação da campanha de Alexandre Padilha ao governo do estado, em 2014. O marqueteiro atuou em campanhas eleitorais no Peru e tentou um acordo de delação premiada nas investigações contra corrupção do país.

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Segundo a procuradora Isabel Groba Vieira, os desvios investigados nos fundos é um problema também para os pensionistas que investiram na Petros. De acordo com ela, ao participar de empreendimentos suspeitos, os dirigentes colocaram em dúvida a saúde financeira da entidade, responsável pela aposentadoria de funcionários da Petrobras.

Além das empreiteiras baianas, o esquema também envolveria as empresas Chibasa Projetos de Engenharia e Mendes Pinto Engenharia. A propina foi distribuída a executivos e políticos. Segundo o MPF, o PT recebeu 1% do valor total da construção da Torre Pituba. Outro beneficíario dos pagamentos irregulares foi o ex-diretor de serviços da Petrobras, Renato Duque. Os pagamentos, em dinheiro vivo, eram feitos, principalmente, em hoteis de São Paulo e na sede da OAS.

Para construir a nova sede da Petrobras em Salvador, a Petros se comprometeu a pagar a obra e a alugar o imóvel para a Petrobras por 30 anos.

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A Mendes Pinto Engenharia ficou responsável pelo gerenciamento da construção e a Chibasa Projetos de Engenharia pelo projeto executivo. OAS e Odebrecht foram as responsáveis pela obra, por meio do consórcio Edificações Itaigara. Segundo o MPF, duas outras empresas já investigadas pela Lava-Jato, Carioca Engenharia e Engeform, entraram na licitação apenas para apresentar propostas de cobertura (com valores propositadamente mais altos do que os previstos por OAS e Odebrecht).

Como a propina era calculada em cima do valor total do empreendimento, de acordo com os procuradores, dirigentes da Petrobras e da Petros aprovaram uma série de aditivos que aumentou o preço total da construção. O MPF estima que, em valores atuais, a Torre Pituba tenha custado R$ 1,3 bilhão.

Para os investigadores, o sobrepreço levou a Petrobras a gastar a mais do que deveria no aluguel do prédio, que hoje está em 6 milhões foi estipulado de acordo com o valor total da obra.

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Os executivos da OAS pagaram de 7% a 9% do valor da obra como propina a dirigentes da Mendes Pinto que, por sua vez, repassaram a dirigentes da Petrobras e da Petros. A parte destinada ao PT foi entregue a Marice, indicada por Vaccari, ou encaminhada à sigla por meio de doações oficiais. Já Duque recebeu por meio de um contrato com a empresa D3TM.


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Já a Odebrecht se comprometeu a pagar 7% do valor da obra, por meio de contratos fictícios com empresas controladas por dirigentes da Mendes Pinto, que também repassavam para dirigentes da Petros e da Petrobras. O PT recebia da Odebrecht por meio do marqueteiro Valdemir Garreta, segundo a investigação. O dinheiro de Duque chegava por meio de uma conta no exterior.

O nome da operação, “Sem Fundo”, refere-se às perdas do Petros, que, segundo a PF, parecerem revelar um “saco sem fundos”. Essa foi a primeira operação da Lava-Jato autorizada pela juíza Gabriela Hardt após a ida de Sergio Moro ao Ministério da Justiça.

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