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Em conversa telefônica na segunda-feira (29/10), o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, fez mais do que apenas parabenizar Jair Bolsonaro: prometeu comparecer à cerimônia de posse, em 1º de janeiro de 2019, e ainda brincou afirmando que seu filho também se chama Jair (o nome do filho mais velho do premiê israelense é “Yair”).

Se comparecer, Netanyahu será o primeiro premiê israelense a visitar o Brasil desde a criação de Israel, em 1948.

Ainda, segundo o embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley, a conversa entre Netanyahu e Bolsonaro foi mais do que amigável: “Foi uma conversa excelente, aberta, entre amigos. Eles se encontraram apenas uma vez em Israel, há dois anos e meio, mas era possível sentir que havia um calor que é mais do que uma conversa de cortesia. Foi possível sentir que havia uma química”.

Relações desgastadas pelos governos petistas

Durante o governo Dilma Rousseff, o relacionamento diplomático entre Brasil e Israel foi afetado. Em 2014, durante um conflito entre Israel e o grupo islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, o então ministro das Relações Exteriores do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo, de chamar de volta ao país para consultas o embaixador em Tel Aviv, Henrique Sardinha Filho. Em reação, o então porta-voz da chancelaria de Israel, Yigal Palmor, qualificou o Brasil de “anão diplomático”.

Dois anos depois, em agosto de 2015, o governo Rousseff não aceitou as credenciais do candidato ao cargo de embaixador de Israel em Brasília, Dani Dayan. A motivação teria sido o fato de que Dayan liderou, de 2007 a 2013, o Conselho Yesha (representante dos 500 mil colonos israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental).

Folha/Brasil 316

 
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